{"id":6747,"date":"2019-08-06T13:59:36","date_gmt":"2019-08-06T16:59:36","guid":{"rendered":"http:\/\/flexvet.com.br\/loja\/?p=6747"},"modified":"2019-08-06T13:59:36","modified_gmt":"2019-08-06T16:59:36","slug":"6747","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/flexvet.ind.br\/es\/2019\/08\/06\/6747\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<h3>ANATOMIA DENT\u00c1RIA EM C\u00c3ES E GATOS<\/h3>\n<p>A cabe\u00e7a \u00e9 dividida em mand\u00edbula e o cr\u00e2nio. A\u00a0<strong>mand\u00edbula<\/strong>\u00a0\u00e9 formada por um par de ossos unidos rostralmente por um tecido fibroso que forma a s\u00ednfise mentoniana ou\u00a0<strong>s\u00ednfise mandibular<\/strong>, que \u00e9 permeada em ambos os lados por 2 ou 3\u00a0<strong>forames mentonianos<\/strong>\u00a0e na superf\u00edcie medial \u00e9 permeada pelo\u00a0<strong>forame mandibular<\/strong>. A\u00a0<u>inerva\u00e7\u00e3o<\/u>\u00a0prov\u00e9m do ramo mandibular do quinto par craniano (trig\u00eameo), e a\u00a0<u>irriga\u00e7\u00e3o<\/u>\u00a0\u00e9 fornecida pelas art\u00e9rias facial. A mand\u00edbula se articula com os ossos do cr\u00e2nio atrav\u00e9s do processo articular da mand\u00edbula, que se encaixa na fossa mandibular do osso temporal e forma a\u00a0<strong>articula\u00e7\u00e3o t\u00eamporo-mandibular.<\/strong><\/p>\n<p>Os m\u00fasculos que executam o movimento de fechamento da boca s\u00e3o: m. masseter, m. temporal e m. pterig\u00f3ides medial e lateral. O m\u00fasculo que executa a abertura \u00e9 o m. dig\u00e1strico. Estes m\u00fasculos s\u00e3o conhecidos como\u00a0<u>m\u00fasculos da mastiga\u00e7\u00e3o<\/u>.<\/p>\n<p>Os\u00a0<u>ossos incisivo, maxilar e palatino<\/u>\u00a0formam o assoalho craniano e suportam os dentes superiores, enquanto os dentes incisivos est\u00e3o no osso incisivo, o canino, os pr\u00e9-molares e molares est\u00e3o presos ao osso maxilar.<\/p>\n<p>A\u00a0<u>inerva\u00e7\u00e3o<\/u>\u00a0do cr\u00e2nio \u00e9 feita por ramos originados do nervo facial, glossofar\u00edngeo, hipoglosso e trig\u00eameo, j\u00e1 a\u00a0<u>irriga\u00e7\u00e3o<\/u>\u00a0\u00e9 realizada por ramos da art\u00e9ria car\u00f3tida e a drenagem por ramos da veia jugular.<\/p>\n<p>A anatomia \u00f3ssea est\u00e1 descrita nas figuras 1, 2 e 3, podendo-se observar que a denti\u00e7\u00e3o superior do c\u00e3o e do gato est\u00e1 inserida na maxila e osso pr\u00e9-incisivo e a inferior na mand\u00edbula esquerda e direita.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-2Cetk_zxOzQ\/VIxUT7cIhxI\/AAAAAAAAAR4\/5AR7Er-zdSw\/s280\/c01f007.jpg\" \/><\/p>\n<p>Figura 1 &#8211; Vista lateral dos ossos do cr\u00e2nio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-_6S6Du7Da00\/VIxVEy9hxLI\/AAAAAAAAASQ\/RR_p-_-A_c8\/s280\/blog1.JPG\" \/><\/p>\n<p>Figura 2 &#8211; Vista dorsal dos ossos do cr\u00e2nio.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-_Q5e5vzPcvs\/VIxUWXgI8BI\/AAAAAAAAASA\/b0rlBkM1gkQ\/s280\/c01f009.jpg\" \/><\/p>\n<p>Figura 3 &#8211; Vista ventral dos ossos do cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>palato duro\u00a0<\/strong>\u00e9 o tecido mole que recobre os tecidos \u00f3sseos do palato, ele possui uma rafe que o divide em direito e esquerdo. Dessa rafe saem cristas, denominadas rugas do palato. Caudalmente aos dentes incisivos centrais est\u00e1 \u00e0\u00a0<u>papila incisiva.<\/u><\/p>\n<p>O\u00a0<strong>palato mole<\/strong>\u00a0\u00e9 um tecido mole sem suporte que se estende por tr\u00e1s do palato duro, ambos tem a fun\u00e7\u00e3o de separa\u00e7\u00e3o entre as cavidades oral e nasal.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>l\u00edngua\u00a0<\/strong>possui uma estrutura muscular intr\u00ednseca e extr\u00ednseca, \u00e9 recoberta por uma membrana mucosa, sendo dividida em termos anat\u00f4micos em \u00e1pice, margem, corpo e raiz. Suas principais fun\u00e7\u00f5es s\u00e3o a ingest\u00e3o de fluidos e alimentos e a limpeza do animal.<\/p>\n<p>As\u00a0<strong>gl\u00e2ndulas salivares<\/strong>\u00a0s\u00e3o dividas em maiores e menores. As gl\u00e2ndulas salivares maiores s\u00e3o a\u00a0<u>par\u00f3tida, mandibular, sublingual e zigom\u00e1tica<\/u>. No gato tamb\u00e9m est\u00e3o presentes duas gl\u00e2ndulas\u00a0<u>molares<\/u>\u00a0bem desenvolvidas.<\/p>\n<p>Os dentes est\u00e3o inseridos nos alv\u00e9olos dent\u00e1rios, sendo que para cada raiz dent\u00e1ria h\u00e1 um alv\u00e9olo. No interior dos alv\u00e9olos se localiza a placa cribiforme, que recebe a denomina\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>l\u00e2mina dura<\/em>\u00a0radiograficamente, marcada por uma linha radiopaca ao redor do alv\u00e9olo.<\/p>\n<p>\u00c9 importante distinguir as diferen\u00e7as de cada esp\u00e9cie e de algumas ra\u00e7as (figura 4). Existem cr\u00e2nios\u00a0<strong>dolicocef\u00e1licos<\/strong>, que s\u00e3o compridos e afilados (ex. Collies), cr\u00e2nios\u00a0<strong>mesocef\u00e1licos<\/strong>, de rela\u00e7\u00f5es medianas (ex. Poodles) ou cr\u00e2nios\u00a0<strong>braquicef\u00e1licos<\/strong>, curtos e largos (ex. Pugs).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-C-FH5cwZ4Ok\/VBxIkvztvzI\/AAAAAAAAAOU\/i8frmhzNJpI\/s1600\/cranio1.gif\" \/><\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>Figura 4\u00a0\u2013 Diferen\u00e7a entre cr\u00e2nios dolicocef\u00e1licos, mesocef\u00e1licos e braquicef\u00e1licos.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p>Os c\u00e3es e gatos tem uma denti\u00e7\u00e3o classificada como\u00a0<strong>difiodontes<\/strong>, ou seja, possuem duas denti\u00e7\u00f5es consecutivas, a dec\u00eddua e a permanente, embora n\u00e3o possuam dentes ao nascimento. E tamb\u00e9m s\u00e3o considerados\u00a0<strong>heterodontes<\/strong>, pois apresentam dentes de formas diversas. Os dentes s\u00e3o parecidos quanto sua estrutura, mas variam de tamanho, forma e fun\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria s\u00e3o considerados\u00a0<strong>tecodontes<\/strong>, j\u00e1 que os dentes est\u00e3o inseridos nos ossos (alv\u00e9olos). J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao crescimento ap\u00f3s erup\u00e7\u00e3o s\u00e3o considerados\u00a0<strong>braquiodontes<\/strong>, s\u00e3o dentes curtos e seu crescimento \u00e9 interrompido ap\u00f3s erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O dente erupciona devido ao constante crescimento das ra\u00edzes, sendo que um dente maduro apresenta uma coroa e uma ou mais ra\u00edzes. A parte da coroa pr\u00f3xima \u00e0 raiz forma uma sali\u00eancia horizontal chamada\u00a0<u>c\u00edngulo.<\/u><\/p>\n<p>Os dentes nos c\u00e3es e gatos s\u00e3o divididos em quatro grupos, sendo eles, os\u00a0<strong>incisivos, caninos, pr\u00e9-molares e molares<\/strong>, tendo como fun\u00e7\u00e3o prender, cortar, dilacerar e triturar os alimentos respectivamente.<\/p>\n<p>Todos os\u00a0<u>dentes incisivos<\/u>\u00a0(I) s\u00e3o unirradiculares, j\u00e1 que apresentam uma \u00fanica raiz, as quais s\u00e3o finas e compridas. O tamanho desses dentes diminui do incisivo lateral para o medial, sendo os superiores um pouco maiores que os inferiores.<\/p>\n<p>Os\u00a0<u>caninos<\/u>\u00a0(C) tem raiz \u00fanica e longa e s\u00e3o os dentes mais compridos no c\u00e3o e no gato. Sua coroa \u00e9 levemente pontiaguda e curva, principalmente nos inferiores.<\/p>\n<p>Os\u00a0<u>pr\u00e9-molares e molares<\/u>\u00a0(PM e M) podem ter uma, duas ou tr\u00eas ra\u00edzes. Na arcada superior dos c\u00e3es temos o 1\u00baPM com uma raiz, o 2\u00ba e 3\u00baPM com duas ra\u00edzes e o 4\u00baPM, 1\u00ba e 2\u00baM com tr\u00eas ra\u00edzes. J\u00e1 na arcada inferior todos os dentes possuem duas ra\u00edzes, menos o 1\u00baPM e o 3\u00baM que tem apenas uma raiz. Na arcada superior dos gatos, temos o 2\u00baPM com uma raiz, o 3\u00baPM com duas ra\u00edzes, o 4\u00baPM com tr\u00eas ra\u00edzes e o 1\u00baM com uma raiz, j\u00e1 na arcada inferior o 3\u00baPM, 4\u00baPM e 1\u00baM possuem duas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que, tanto o c\u00e3o como o gato, n\u00e3o apresentam dentes inferiores trirradiculares, sendo a\u00a0<u>furca<\/u>\u00a0a \u00e1rea de divis\u00e3o das ra\u00edzes em dentes com mais de uma raiz. A figura 5 e 6 ilustram a denti\u00e7\u00e3o permanente do c\u00e3o e do gato.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-65jQ1DguXSs\/VIxUYjn1X6I\/AAAAAAAAASI\/fLGkS_Nx6hE\/s280\/c%C3%A3o.JPG\" \/><\/p>\n<p>Figura 5 &#8211; Cr\u00e2nio de c\u00e3o mostrando denti\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-1yWLX6I8EUQ\/VIxYLiCjklI\/AAAAAAAAASc\/bStv2uLm1K8\/s280\/fel.JPG\" \/><\/p>\n<p>Figura 6 &#8211; Cr\u00e2nio de gato mostrando denti\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>A oclus\u00e3o normal dos dentes permite o bom funcionamento e a comodidade oral. Ainda que possua pequenas varia\u00e7\u00f5es aceit\u00e1veis conforme a ra\u00e7a, ao examinar a oclus\u00e3o normal dent\u00e1ria nos c\u00e3es, os dentes incisivos inferiores ocluem com o c\u00edngulo dos incisivos superiores numa mordida em tesoura. Os caninos inferiores ocluem entre os incisivos superiores laterais e os caninos superiores de maneira equidistante. Nos pr\u00e9-molares ocorre intercuspida\u00e7\u00e3o, ou seja, as c\u00faspides ficam direcionadas para os diastemas (espa\u00e7os entre os dentes) dos dentes opostos, n\u00e3o se encostando. Durante a oclus\u00e3o o 4\u00baPM superior oculta o 1\u00baM inferior. A oclus\u00e3o dos dentes incisivos e caninos dos gatos \u00e9 an\u00e1loga a do c\u00e3o. O 4\u00baPM superior oclui o 1\u00baM inferior. O gato n\u00e3o possui dentes com superf\u00edcies oclusais para mastiga\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA primeira denti\u00e7\u00e3o, chamada, de\u00a0<u>denti\u00e7\u00e3o dec\u00eddua<\/u>\u00a0\u00e9 formada por 28 dentes no c\u00e3o e 26 dentes no gato. A segunda denti\u00e7\u00e3o, denominada<u>denti\u00e7\u00e3o permanente<\/u>, por 42 dentes no c\u00e3o e 30 no gato. No quadro 1, observa-se as f\u00f3rmulas dent\u00e1rias do c\u00e3o e do gato, onde\u00a0os dentes definitivos s\u00e3o representados pelas letras mai\u00fasculas, enquanto os dentes dec\u00edduos pelas letras min\u00fasculas.<strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Os dentes dec\u00edduos v\u00e3o sendo esfoliados e substitu\u00eddos pelos permanentes, sendo que ao final do oitavo m\u00eas de idade todos devem ter erupcionado.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"576\"><strong>F\u00f3rmulas Dent\u00e1rias do C\u00e3o e do Gato<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"576\">Dec\u00eddua Caninos: 2 (i 3\/3 c 1\/1 p 3\/3) = 28<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"576\">Permanente Caninos: 2 (I 3\/3 C 1\/1 P 4\/4 M 2\/3) = 42<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"576\">Dec\u00eddua Felinos: 2 (i 3\/3 c 1\/1 p 3\/2) = 26<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"576\">Permanente Felinos: 2 (I 3\/3 C 1\/1 P 3\/2 M 1\/1\/) = 30<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Quadro 1\u00a0\u2013 F\u00f3rmulas Dent\u00e1rias do c\u00e3o e do gato. Os dentes definitivos s\u00e3o representados pelas letras mai\u00fasculas, enquanto os dentes dec\u00edduos pelas letras min\u00fasculas.<\/p>\n<p>O Sistema\u00a0<strong>Triadan Modificado<\/strong>\u00a0emprega um sistema num\u00e9rico de tr\u00eas d\u00edgitos para identificar cada dente na boca do animal, conforme figura 7 e 8. O primeiro n\u00famero indica o quadrante no qual o dente est\u00e1 localizado e os outros dois n\u00fameros indicam a localiza\u00e7\u00e3o do dente dentro do quadrante, sempre iniciando com o incisivo central em dire\u00e7\u00e3o distal. A denti\u00e7\u00e3o permanente \u00e9 indicada com os n\u00fameros 1 no maxilar direito, 2 no maxilar esquerdo, 3 no mandibular esquerdo e 4 no mandibular direito. A denti\u00e7\u00e3o dec\u00eddua pode ser designada com os d\u00edgitos 5 no maxilar direito, d\u00edgito 6 no maxilar esquerdo, d\u00edgito 7 no mandibular esquerdo e d\u00edgito 8 no mandibular direito.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"65\"><\/td>\n<td colspan=\"13\" width=\"340\">\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-zqFHA9XYaYU\/VIxY79c2S9I\/AAAAAAAAASk\/bdwcdpFQlZw\/s280\/triadan.JPG\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Figura\u00a07\u00a0&#8211; Sistema Triadan Modificado no c\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-C-gquPNbpsY\/VIxY779YF8I\/AAAAAAAAASo\/UIROxRFe9Fs\/s280\/triadan2.JPG\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Figura\u00a08\u00a0&#8211; Sistema Triadan Modificado no gato.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<td colspan=\"11\" width=\"308\"><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>\u00c9 essencial conhecer a terminologia usada para descrever a topografia e as rela\u00e7\u00f5es dos elementos dent\u00e1rios (figura 9), que s\u00e3o relacionadas como faces:<\/p>\n<p><strong><em>Apical:\u00a0<\/em><\/strong>face do dente em dire\u00e7\u00e3o ao \u00e1pice radicular.<\/p>\n<p><strong><em>Coronal:<\/em><\/strong>\u00a0face do dente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie mastigat\u00f3ria. Tamb\u00e9m conhecida como\u00a0<u>face incisal<\/u>\u00a0nos dentes incisivos e caninos e\u00a0<u>face oclusal<\/u>\u00a0nos pr\u00e9-molares e molares.<\/p>\n<p><strong><em>Vestibular ou Facial:<\/em><\/strong>\u00a0superf\u00edcie pr\u00f3xima \u00e0 face, voltada para o vest\u00edbulo bucal. Nos dentes incisivos e caninos \u00e9 tamb\u00e9m chamada de labial e nos pr\u00e9-molares e molares, bucal.<\/p>\n<p><strong><em>Palatina:<\/em><\/strong>\u00a0face voltada para o palato nos dentes superiores.<\/p>\n<p><strong><em>Lingual:\u00a0<\/em><\/strong>face<strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>voltada para a l\u00edngua nos dentes inferiores.<\/p>\n<p><strong><em>Mesial:<\/em><\/strong>\u00a0face voltada para linha m\u00e9dia, denominada tamb\u00e9m como anterior ou rostral.<\/p>\n<p><strong><em>Distal:<\/em><\/strong>\u00a0face voltada caudalmente, denominada tamb\u00e9m como posterior ou caudal.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-a5AJo5xp4LA\/VIxZ6L7pO4I\/AAAAAAAAAS4\/b1SAwaTRm3w\/s280\/topografia.JPG\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Figura\u00a09\u00a0&#8211; Terminologia direcional.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O dente consiste em\u00a0<strong>coroa<\/strong>, correspondente a por\u00e7\u00e3o acima da linha da gengiva e\u00a0<strong>raiz<\/strong>, correspondente a por\u00e7\u00e3o abaixo da linha da gengiva. A ponta da coroa \u00e9 conhecida como\u00a0<strong><em>c\u00faspide<\/em><\/strong>\u00a0e a ponta da raiz como\u00a0<strong><em>\u00e1pice<\/em><\/strong><em>.<\/em>\u00a0Os dentes s\u00e3o formados por esmalte, dentina, cemento e polpa.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>esmalte<\/strong>\u00a0recobre a coroa do dente e \u00e9 o tecido mais duro e mineralizado do organismo, sendo composto por 95% de hidroxiapatita de c\u00e1lcio (calcificada, inorg\u00e2nica), 4% de \u00e1gua e 1% de matriz do esmalte (mat\u00e9ria inorg\u00e2nica). N\u00e3o possui suprimento nervoso e sangu\u00edneo, nem capacidade regenerativa. O\u00a0<strong><em>colo<\/em><\/strong>\u00a0do dente \u00e9 localizado na jun\u00e7\u00e3o cemento-esmalte.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>dentina<\/strong>\u00a0corresponde ao principal componente de um dente adulto e \u00e9 recoberta pelo esmalte em sua por\u00e7\u00e3o coron\u00e1ria e pelo cemento em sua por\u00e7\u00e3o radicular, sendo composta por 70% de hidroxiapatita de c\u00e1lcio (calcificada, inorg\u00e2nica), 20% de mat\u00e9ria org\u00e2nica (fibras col\u00e1genas) e 10% de \u00e1gua. A\u00a0<strong><em>dentina prim\u00e1ria<\/em><\/strong>\u00a0est\u00e1 presente durante a erup\u00e7\u00e3o do dente, j\u00e1 a\u00a0<strong><em>dentina secund\u00e1ria<\/em><\/strong>\u00a0est\u00e1 presente ap\u00f3s erup\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e vai se deposi\u00e7\u00e3o normalmente as paredes internas do dente conforme este amadurece, diminuindo o di\u00e2metro da c\u00e2mara pulpar durante a vida do animal. \u00c9 produzida pelos odontoblastos e formada em t\u00fabulos. A\u00a0<strong><em>dentina terci\u00e1ria<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 produzida em resposta a um trauma, conhecida como dentina reparadora.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>cemento<\/strong>\u00a0\u00e9 um tecido duro e sem vasculariza\u00e7\u00e3o que cobre a raiz do dente, sendo menos calcificado que o esmalte e a dentina apresentando deposi\u00e7\u00e3o lenta e continua por toda a vida do animal com capacidade de repara\u00e7\u00e3o e reabsor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>polpa<\/strong>\u00a0\u00e9 constitu\u00edda por tecido conjuntivo frouxo, nervos, vasos sangu\u00edneos e linf\u00e1ticos, delimitada por odontoblastos na periferia A<strong><em>c\u00e2mara pulpar<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 a por\u00e7\u00e3o da cavidade pulpar dentro da coroa do dente, j\u00e1 o\u00a0<strong><em>canal radicular<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 a por\u00e7\u00e3o da cavidade pulpar dentro da raiz do dente. O\u00a0<strong><em>delta apical<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 a \u00e1rea do \u00e1pice da raiz onde o canal radicular comunica-se com os tecidos periapicais. No dente jovem \u00e9 \u00fanico com ampla abertura e no dente adulto \u00e9 formado por numerosas foraminas. O fechamento do \u00e1pice e a consequente forma\u00e7\u00e3o do delta apical no c\u00e3o ocorrem em torno de 9 a 11 meses. As fun\u00e7\u00f5es da polpa s\u00e3o:\u00a0<strong><em>sensitiva<\/em><\/strong>, termina\u00e7\u00f5es nervosas permitem a sensa\u00e7\u00e3o de dor a partir do calor, frio, perfura\u00e7\u00f5es, c\u00e1ries, traumatismos ou infec\u00e7\u00f5es;\u00a0<strong><em>nutritiva<\/em><\/strong>, transporta nutrientes da corrente sangu\u00ednea para as extens\u00f5es da polpa que alcan\u00e7am \u00e0 dentina e\u00a0<strong><em>protetora<\/em><\/strong>, responde \u00e0s les\u00f5es formando dentina reparadora (pelos odontoblastos).\u00a0Na figura 10, podem-se visualizar as estruturas do dente citadas no texto.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-z3ELgi4Ea8c\/VIxaNerNtnI\/AAAAAAAAATA\/IIz_IMZa7og\/s280\/anatomia%2Bdente.JPG\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Figura\u00a010\u00a0&#8211; Anatomia do dente.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>O\u00a0<strong>periodonto<\/strong>\u00a0\u00e9 o conjunto de estruturas que constituem a articula\u00e7\u00e3o alv\u00e9olo-dent\u00e1ria e tem fun\u00e7\u00e3o de fornecer suporte e prote\u00e7\u00e3o aos dentes. As estruturas que comp\u00f5em o periodonto s\u00e3o o ligamento periodontal, o cemento, a gengiva e o osso alveolar.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>ligamento periodontal<\/strong>\u00a0\u00e9 constitu\u00eddo por fibras de tecido conjuntivo denso (col\u00e1geno) que se fixam firmemente no cemento e no osso alveolar, pelas fibras periodontais (Sharpey), servindo como um amortecedor e sustentando o dente em seu alv\u00e9olo.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>gengiva<\/strong>\u00a0circunda a por\u00e7\u00e3o cervical dos dentes, por meio do\u00a0<strong><em>epit\u00e9lio juncional<\/em>,<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>ela divide-se em gengiva aderida e gengiva marginal ou livre. A\u00a0<strong><em>gengiva aderida<\/em><\/strong>\u00a0se insere firmemente no peri\u00f3steo do osso alveolar. A\u00a0<strong><em>gengiva livre<\/em><\/strong>\u00a0\u00e9 um colar superficial de tecido que envolve a coroa dent\u00e1ria no osso alveolar e forma a parede externa do sulco gengival.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>osso alveolar<\/strong>\u00a0\u00e9 composto pelas cristas dos ossos da mand\u00edbula ou maxila que sustentam os dentes. As ra\u00edzes dos dentes est\u00e3o implantadas em depress\u00f5es profundas no osso, denominadas cavidades alveolares. O osso alveolar desenvolve-se durante a erup\u00e7\u00e3o dent\u00e1ria e sofre atrofia quando os dentes caem. Ele \u00e9 constitu\u00eddo por quatro camadas. Al\u00e9m das tr\u00eas camadas existentes em todos os ossos (peri\u00f3steo, osso denso e osso esponjoso), existe uma quarta camada chamada l\u00e2mina cribiforme, que reveste as cavidades alveolares. Vasos sangu\u00edneos e nervos cursam atrav\u00e9s do osso alveolar e atravessam a l\u00e2mina cribiforme. A maior parte desses vasos sangu\u00edneos e nervos se conduzem ao ligamento periodontal.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\nConfira o v\u00eddeo sobre anatomia dent\u00e1ria:<\/p>\n<p>https:\/\/youtu.be\/LOdVaXoOPpc<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>KOWALESKY, J.\u00a0<strong>Anatomia dental de c\u00e3es (Canis familiaris) e gatos (Felis\u00a0<\/strong><strong>catus)<\/strong><strong>.<\/strong>\u00a0Considera\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas. Disserta\u00e7\u00e3o apresentada para o Programa de\u00a0P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Anatomia dos Animais Dom\u00e9sticos e Silvestres da Faculdade de\u00a0Medicina Veterin\u00e1ria e Zootecnia da Universidade de S\u00e3o Paulo para a obten\u00e7\u00e3o do\u00a0t\u00edtulo de mestre em ci\u00eancias. 2005.<br \/>\nGIOSO, M.A.\u00a0<strong>Odontologia veterin\u00e1ria para o cl\u00ednico de pequenos animais.<\/strong>\u00a02. ed.\u00a0S\u00e3o Paulo: Manole. 2007.<br \/>\nGORREL, C.\u00a0<strong>Odontologia de Pequenos animais.<\/strong>\u00a0[Tradu\u00e7\u00e3o de: Small animal dentistry: Carla Augusto Thomaz et al]. Elsevier, Rio de Janeiro, p. 171-177, 2010.<br \/>\nROZA, M. R.\u00a0<strong>Odontologia em Pequenos Animais<\/strong>\u00a0\u2013 Rio de Janeiro: L.F. Livros de Veterin\u00e1ria, 2004.<br \/>\nPERRONE, J.R.\u00a0<strong>Small animal dental procedures for veterinary technicians and nurses.<\/strong>\u00a0Illustration by Brenda Gregory. USA: Wiley-Blackwell John Wiley &amp; Sons, Inc, 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/download.e-bookshelf.de\/download\/0000\/6661\/03\/L-X-0000666103-0001399321.XHTML\/index.xhtml&gt;.<\/p>\n<p>http:\/\/dentalpiravet.blogspot.com\/<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANATOMIA DENT\u00c1RIA EM C\u00c3ES E GATOS A cabe\u00e7a \u00e9 dividida em mand\u00edbula e o cr\u00e2nio. 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